4 ótimos motivos para visitar Tóquio

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Tóquio foi uma das cidades que estive a trabalho em 2014. E eu me apaixonei pela capital japonesa. Como o trabalho foi seguido por uma semana de férias, a viagem teve uma mistura high-low. Muita comida japonesa tradicional, com direito a banquetes com a cerimônia de abertura do barril de saquê numa semana, seguida de programas mais relaxantes na outra.

Quase ninguém fala inglês num dos países mais ricos do mundo – o que faz muito bem ao nosso complexo de viralata brasileiro, mas dificulta um pouco a comunicação. Mas dá perfeitamente para se virar na base da mímica. Para se locomover em Tóquio, o Google Maps indica o trajeto completo, incluindo a caminhada até a estação mais próxima, o horário exato em que o trem vai passar, o número da plataforma nas conexões.

1.HOTEL PARK HYATT TOKYO
O melhor hotel em que já me hospedei na vida. Não é apenas luxuoso, com uma cama enorme e deliciosa, roupa de cama macia, banheiro gigante, com banheiro de hidromassagem e tudo o que se espera de um cinco estrelas. É mais do que isso. É realmente pensado para fazer o hóspede se sentir em casa, sem frescuras desnecessárias, mas com todo o conforto possível. No quesito bebidas: além de frigobar com bebidas frias, cada quarto tem uma máquina de café e uma chaleira elétrica para aquecer a água para o chá.

Aliás, um chá delicioso, o melhor chá verde que tomei na viagem. O café da manhã é excelente, com muitas opções tanto da culinária japonesa quanto ocidental. Pra fechar: é o hotel onde foi filmado Lost in Translation (Encontros e Desencontros), filme com Bill Murray e Scarlett Johansson que retrata com precisão o sentimento de um estrangeiro em Tóquio. Quem não puder se hospedar, tem a opção de conhecer o bar, no 52º andar. Tem música meio bossa nova/jazz e a melhor vista da cidade. Site: http://tokyo.park.hyatt.com/en/hotel/home.html

2.KOBE BEEF
Vale a pena experimentar a carne mais cara do mundo, o Kobe beef. Proveniente de um gado alimentado com grãos especiais e cerveja e criados de forma a se movimentar o mínimo possível para não desenvolver músculos, ela é entremeada por fios de gordura e se desmancha na boca. Eu experimentei no restaurante Asakusa Imahan, no tradicional bairro de Asakusa, numa parte antiga da capital japonesa.

O restaurante serve o shabu-shabu, que é um método de cozimento, na frente do cliente, numa panela instalada no meio da mesa. As fatias de carne, legumes, folhas e temperos são cuidadosamente cozidos, cada um no seu tempo, por uma japonesa vestida a caráter em pequenas tigelinhas. A comida é uma delícia. E a experiência, ainda melhor.
Site:http://www.asakusaimahan.co.jp/english

3.KAPPABASHI STREET
Trata-se do paraíso dos gourmets, dos chefs de verdade ou aspirantes, ou dos que, como eu, simplesmente gostam de comprar louças, talheres, panelas e coisinhas de cozinha. Já havia prometido, algumas viagens atrás, que não aumentaria a coleção de louças – a maioria delas comprada em andanças pelo mundo. Mas mudei de ideia logo no primeiro quarteirão.

Acabei voltando pra casa com algumas louças e muitos objetos bonitinhos, úteis para cozinhar ou apenas aumentar o número de peças que ficam guardadas no armário. As lojas vendem tanto utensílios para cozinhas domésticas quanto para restaurantes. Para quem está disposto a investir, há lojas com coleções incríveis de facas, para todos os usos. Em uma delas, uma moça fabricava uma na vitrine.

4.OEDO ONSEN MONOGATARI
Trata-se de um parque temático ambientado na Tóquio do século 19, quando a cidade se chamava Edo. Além de banheiras com águas termais, bombeadas de uma profundidade de 1,4 mil metros – com temperaturas entre 39 e 41 graus – tem também serviço de massagem e limpeza de pele. As massagistas não falam inglês, mas seguem um roteiro e sabem perguntar se o cliente quer privilegiar as carnes, ou as costas, ou se sente alguma dor.

Homens e mulheres ficam em áreas separadas, e todo mundo tem que tirar a roupa para entrar nos banhos. Na área comum, usa-se uma espécie de quimono entregue na entrada, e há restaurantes e lojas. Abre as 11 da manhã e funciona até oito da manhã do dia seguinte e, depois de um dia de trabalho, é como entrar no paraíso. Site: http://www.ooedoonsen.jp/daiba/english/index.html

DENIZE BACOCCINA é jornalista e toca o super projeto A Vida no Centro.

Editor Chefe

Jornalista, biólogo, cozinheiro amador. Criador do Gastronomix em 2009. É autor do projeto kitchen11, em que – juntamente com Daniel Bitar – recebem convidados para jantares em seu apartamento.

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