Se comes maranhos, comes buchada, ora pois!

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Sabia que a buchada, tão tipicamente associada ao Nordeste do Brasil, tem parentesco com receitas que ultrapassam as fronteiras de nosso país? Em princípio, há quem diga que o prato nacional é uma versão do maranhos português, uma tradição da região da Beira Baixa.

Lá, usa-se o bucho de borrego ou carneiro para fazer a bolsa que vai ser recheada com carne de borrego,  presunto, chouriço magro, toucinho, arroz, hortelã, azeite, sal, limão, pimenta e vinho branco.

A receita teria inspirado os brasileiros do Nordeste a usar o bucho de bode para fazer a bolsa que vai ser recheada com rins, fígado e vísceras do próprio animal — isso depois de um meticuloso trabalho de lavar, aferventar, cortar em miúdos e temperar essas partes do caprino.

Uma ideia e tanto: dessa forma aproveita-se o bode integralmente.

Mas não é só em Portugal que existe um prato típico aparentado de nossa buchada. Na Escócia, o haggis também é feito com bucho de carneiro e recheado com vísceras. Só que lá eles acrescentam ao recheio farinha de aveia.

E há também no Líbano um prato tradicional, preparado no mesmo estilo, o crux mechi, sobre o qual não conseguimos ainda obter descrições mais detalhadas. Quem tiver mais detalhes que nos conte.

Fonte: site da Prefeitura de Sertã. Foto: maranhos do restaurante Ponte Velha, localizado em Sertã, Beira Baixa, Portugal

Jornalista

Jornalista paraibano radicado em Brasília. Há 30 anos, trabalha com jornalismo cultural e, mais recentemente, com os assuntos de gastronomia. Passou pelas redações do Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal da Paraíba, Veja Brasília e site Metrópoles. É autor do livro O Fole Roncou, finalista do Prêmio Jabuti em 2013. Atualmente, também é editor do Boníssimo (link para bonissimo.blog), blog que aborda assuntos de cultura, diversão e ações positivas. Está no Gastronomix desde sua criação em 2009.

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