Cenoura que comemos é um produto mutante

cenoura

Sabe a cenoura de cor alaranjada, essa que costumamos comer cotidianamente? Ela nem sempre existiu, foi uma criação do homem. Portanto, é um produto mutante. Apesar de servir de alimento para os humanos desde a época dos gregos e romanos, esse legume só existia em duas variedades, a roxa e a branca (às vezes levemente amarelada).

Os romanos, inclusive, acreditavam que a cenoura tinha poder afrodisíaco, por isso, ela era bastante comum entre eles. Mas, com a queda do império romano, a plantinha sumiu do mapa e só voltou a ser cultivada na Europa no século 10, trazida pelos árabes.

Somente no século 16 é que agricultores holandeses resolveram criar a cenoura alaranjada, dizem que para homenagear Guilherme I, Príncipe de Orange, que tinha essa cor em seu brasão. Do cruzamento dos outros dois tipos, saiu essa que conhecemos, que teria ficado mais popular por ter resultado mais doce e mais saborosa dos que as originais.

Em 2002, uma rede de supermercados britânica tentou “relançar” a cenoura roxa. Não obteve muito sucesso, embora, desde então, a roxinha seja eventualmente encontrada no Reino Unido. Mas se você reparar bem, às vezes as cenouras trazem um certo arroxeado na base. Lembranças do passado.

PROPRIEDADES DA CENOURA

A cenoura é um alimento pouco calórico: 100 g fornecem cerca de 54 calorias. A cenoura crua também é considerada um alimento de baixo índice glicêmico, isto é, sua ingestão não eleva os níveis de açúcar no sangue.

Ela é uma riquíssima fonte de vitamina A, na forma de carotenoides, um nutriente muito proveitoso para a saúde dos olhos. É também uma boa fonte de vitamina C (agente antioxidante e ajuda o sistema de defesa), vitamina K (boa para coagulação sanguínea), vitamina B6 (previne a anemia e problemas de crescimento), biotina ou ainda vitamina H (atua no metabolismo de gorduras); de potássio (importante para os neurônio, músculos e coração), de molibdênio (utilizado no metabolismo do ferro; também previne a anemia) e de fibras (que ótimas para o intestino).

Na cenoura, encontramos ainda as vitaminas: E, B1, B2, niacina (ou ainda B3), ácido pantotênico (ou ainda B5) e o ácido fólico (ou ainda B9). Ela também contém manganês, fósforo e cobre.

Fontes: “Uma História Comestível da Humanidade” (Tom Standage), sites Today I Found e Megacurioso. 

Jornalista

Jornalista paraibano radicado em Brasília. Há 30 anos, trabalha com jornalismo cultural e, mais recentemente, com os assuntos de gastronomia. Passou pelas redações do Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal da Paraíba, Veja Brasília e site Metrópoles. É autor do livro O Fole Roncou, finalista do Prêmio Jabuti em 2013. Atualmente, também é editor do Boníssimo (link para bonissimo.blog), blog que aborda assuntos de cultura, diversão e ações positivas. Está no Gastronomix desde sua criação em 2009.

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